Brasilia

Autor: Larissa Teixeira em: 02.05.2008
Seção: Turismo

Muito além da política Com opções variadas, a capital federal é um ótimo destino turístico para quem gosta de aprender e se divertir Esplanada dos Ministérios: se procurar, é possível achar diversão Com entrada franca, o Museu Nacional Honestino Guimarães, do Conjunto Cultural da República, ao lado da Catedral de Brasília, é uma visão espetacular no meio do Eixo Monumental. Aberto em 2006, o prédio é a conclusão de um sonho.

Desde os anos 50, havia a previsão de o construir. A área para isso foi reservada e acabou, durante algum tempo, sendo apenas um vazio na paisagem. Depois de muito protelamento, enfim, o conjunto arquitetônico foi erguido. Juntamente com o museu, construiu-se uma grande biblioteca, cujo acervo não está completo e que não tem previsão de começar a atender o público. O museu, por sua vez, está em plena atividade. Já recebeu uma coletiva de artistas contemporâneos, acaba de abrigar uma exposição sobre o centenário de Niemeyer e

prepara-se para sediar uma mostra sobre os 100 anos da imigração japonesa no Brasil. Ainda bem que seu funcionamento é normal porque o prédio merece ser contemplado, por dentro e por fora. A grande cúpula remete, de imediato, às linhas clássicas de Niemeyer, assim como o grande espaço em torno do prédio, uma enorme alameda cimentada.

A área total é de 31.500 metros quadrados. O projeto do arquiteto, no entanto, guarda surpresas. Uma rampa, estilo a do Palácio do Planalto, dá acesso à entrada principal, que é um semicírculo. Como toda a estrutura é arredondada, tudo precisou ser adaptado a essa forma. Do segundo pavimento para o mezanino do museu, uma rampa externa pula para fora do prédio e volta a entrar na estrutura, formando uma passarela suspensa no meio do vazio.

O efeito é fantástico, ainda mais se o céu de Brasília estiver azul. Dentro do edifício, mais truques geniais. A rampa interna serpenteia em voltas irregulares e leva o visitante ao mezanino. Esta parte superior, por seu turno, integra-se a contornos suaves e longilíneos, como se pisos e paredes formassem um balé de concreto. Do teto, pende uma grande redoma, que paira como um disco voador sobre a cabeça das pessoas. As luminárias arredondadas e embutidas completam o espetáculo. Parece cenário de ficção científica, cheio de detalhes que transpiram modernidade. ¤ LEIA MAIS: ” Museu é uma obra de arte Fotos: Ricardo Rafael Museu Honestino Guimarães (esquerda) e Catedral (direita): locais que valem a visita ” Outros espaços da capital Museu é uma obra de arte Com entrada franca, o Museu Nacional Honestino Guimarães, do Conjunto Cultural da República, ao lado da Catedral de Brasília, é uma visão espetacular no meio do Eixo Monumental. Aberto em 2006, o prédio é a conclusão de um sonho. Desde os anos 50, havia a previsão de o construir. A área para isso foi reservada e acabou, durante algum tempo, sendo apenas um vazio na paisagem.

Depois de muito protelamento, enfim, o conjunto arquitetônico foi erguido. Juntamente com o museu, construiu-se uma grande biblioteca, cujo acervo não está completo e que não tem previsão de começar a atender o público. O museu, por sua vez, está em plena atividade. Já recebeu uma coletiva de artistas contemporâneos, acaba de abrigar uma exposição sobre o centenário de Niemeyer e prepara-se para sediar uma mostra sobre os 100 anos da imigração japonesa no Brasil. Ainda bem que seu funcionamento é normal porque o prédio merece ser contemplado, por dentro e por fora. A grande cúpula remete, de imediato, às linhas clássicas de Niemeyer, assim como o grande espaço em torno do prédio, uma enorme alameda cimentada. A área total é de 31.500 metros quadrados.

O projeto do arquiteto, no entanto, guarda surpresas. Uma rampa, estilo a do Palácio do Planalto, dá acesso à entrada principal, que é um semicírculo. Como toda a estrutura é arredondada, tudo precisou ser adaptado a essa forma. Do segundo pavimento para o mezanino do museu, uma rampa externa pula para fora do prédio e volta a entrar na estrutura, formando uma passarela suspensa no meio do vazio. O efeito é fantástico, ainda mais se o céu de Brasília estiver azul. Dentro do edifício, mais truques geniais. A rampa interna serpenteia em voltas irregulares e leva o visitante ao mezanino. Esta parte superior, por seu turno, integra-se a contornos suaves e longilíneos, como se pisos e paredes formassem um balé de concreto. Do teto, pende uma grande redoma, que paira como um disco voador sobre a cabeça das pessoas. As luminárias arredondadas e embutidas completam o espetáculo. Parece cenário de ficção científica, cheio de detalhes que transpiram modernidade.

Fonte: Jornal O Popular



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